segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A Democracia é uma piada


Já ouvi muita gente dizer que a democracia é uma festa.
Eu já acho que a democracia é uma piada!
Calma, não tenho nada contra democracia. Deixe eu me explicar melhor.
A democracia permite coisas que são verdadeiras piadas.
Uma das últimas que acompanhamos, foi a “vote no Tiririca, pior do que está não fica”, mas vou relembrar muitos outros casos.
Lembra do slogan do Osmar Lins Peroba que apregoava “Peroba neles”? Não podemos negar que era criativo! Mas acontece que, na mesma época, na cidade de Cotia, no interior de São Paulo, teve um candidato que atendia pelo apelido de Lingüiça. Então, ele não teve dúvidas em copiar o Osmar Lins Peroba e mandou: “Lingüiça neles”.
O candidato Guilherme Bouças, de Itaquaquecetuba, São Paulo, se aproveitando do caso das malas cheias de grana e de muitos eleitores considerarem alguns políticos como “malas sem alças”, teve a idéia de criar o slogan: “Chega de malas, vote em Bouças”.
Em Descalvado, Alagoas, teve uma candidata, muito popular, conhecida por Dinha e o seu slogan foi: “Tudo Pela Dinha”.
Em Pirai do Sul, no Paraná, um travesti conhecido como Lady Zu garantia: “Lady Zu, aquele que dá o que promete”.
Também representando essa parcela da sociedade, teve uma estrela de show de sexo explicito de Fortaleza, Ceará, conhecida como Débora Soft, que já era vereadora e tentava ser deputada (perceba que eu coloquei o devido “de”) que usou um slogan bastante apropriado: “Vote com prazer”.
Outra coisa que a gente tem visto nas campanhas, é um número maior de pastores e de pessoas ligadas às igrejas evangélicas que tentam conquistar o voto do eleitor. Teve um pastor em Aracati, uma cidade do Ceará, que garantia: “Com a minha fé e as fezes de vocês, vou ganhar a eleição”.
Você conhece o “Ge”? Não! Pois em Carmo do Rio Claro, Minas Gerais, o “Ge” é bastante conhecido, tanto que resolveu sair candidato usando o slogan: “Não vote em A, nem em B, nem em C. Na hora H, vote em Ge”.
E na cidade de Hidrolândia, no estado de Goiás, teve um candidato chamado Pé que pediu durante toda a campanha: “Não vote sentado, vote em Pé”.
Viu como eu tenho razão?
Democracia é uma piada, porque muita gente acaba votando em candidatos que usam um slogan engraçado e/ou criativo, sem ao menos analisar se eles têm as condições necessárias para representar o povo no legislativo e muitas vezes no executivo.
Mas também pensando bem, já tivemos muitos candidatos que não tinham nada de engraçado e, quando chegaram lá, se mostraram uma verdadeira piada, e de mau gosto!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Rio 2016


Tem muita gente preocupada com a realização da Copa do Mundo aqui no Brasil, em 2014, e com os Jogos Olímpicos no Rio, em 2016. Eu, pra ser honesto, depois da participação da seleção na Copa America, comecei a me preocupar com a Copa do Mundo, seja lá onde ela possa ser realizada.
Porém, em relação aos Jogos Olímpicos de 2016, eu estou até bastante otimista e acho que o Brasil poderá sair-se bem em várias modalidades.
Vou dar alguns exemplos.
No remo, existem as categorias dois sem patrão, quatro sem patrão e etc. Poi, o nosso país teria atletas de sobra para esta modalidade, porque o que mais existe aqui é gente sem patrão e remando contra a maré.
No boxe, também teríamos enormes chances de medalhas, porque ninguém agüenta mais assaltos do que o brasileiro!
No atletismo, então, poderíamos dar uma lavada em qualquer país, já que para as corridas estamos mais do que preparados, já que vivemos correndo atrás para tentar recuperar o prejuízo.
No salto em altura, estamos mais do que treinados, porque vivemos pulando de raiva cada vez que o governo anuncia aumento das tarifas de energia elétrica, telefone e tantas outras tarifas públicas.
No salto com vara, a gente pode não se dar bem, porque esta modalidade exige que a atleta corra com a vara na frente e a gente só corre com a vara atrás.
No hipismo, também poderíamos ter problemas, porque brasileiro vive caindo do cavalo, principalmente quando se enche de esperança.
Na maratona, tenho certeza de que ficaríamos com ouro, prata e bronze, porque brasileiro corre uma maratona por dia para tentar pagar as contas que ficam cada vez maiores, enquanto os rendimentos ficam cada vez menores.
Outra modalidade em que já temos nos saído bem e que poderíamos nos sair melhor ainda é a do tênis de mesa, principalmente se nossos atletas se inscrevessem como bolinhas de ping-pong, porque ninguém mais no mundo está tão acostumado a levar tantas raquetadas quanto nós.
No levantamento de pesos, também teremos grandes chances, afinal estamos acostumados a carregar nas costas o peso de um Congresso, dos juros e dos tributos impostos por governos que gastam cada vez mais e fazem cada vez menos.
Enfim, teremos grandes chances de nos sairmos melhor do nunca.
Isto é, se, até lá, o Rio já não for totalmente dominado pelos traficantes e se o COI conseguir autorização dos chefões para a realização dos jogos.

Pré-conceito


Um grupo de cientistas colocou cinco macacos em uma gaiola. No centro foi colocada uma escada e, nela, um cacho de bananas. Quando um dos macacos subiu na escada para pegar as bananas, os cientistas lançaram um jato de água fria nos que estavam no chão.
Esse processo foi repito várias vezes.
Depois de certo tempo, quando um dos macacos tentava subir na escada, os outros o agarravam.
Passado mais algum tempo, nenhum dos macacos tentou subir na escada, apesar da tentação das bananas.
Então, os cientistas substituíram um dos macacos.
A primeira coisa que ele tentou fazer foi subir a escada, no que foi imediatamente impedido pelos outros. Depois de algumas tentativas, o novo integrante do grupo não tentou mais.
Um segundo macaco foi substituído e aconteceu a mesma coisa.
Um terço foi mudado e repetiu-se o fato.
Finalmente, o último do veterano foi substituído. Os cientistas comprovaram que mesmo que nenhum deles tivesse tomado um jato d’água, continuaram impedindo que qualquer novo macaco tentasse chegar às bananas.
Se fosse possível perguntar a alguns deles por que eles impediram os que tentaram subir a escada, com certeza a resposta que seria:
_ Ora, as coisas sempre foram assim por aqui!
Esta é uma descrição científica de como se cria um preconceito: Opinião ou sentimento concebido antecipadamente ou independente de experiência ou razão.
Talvez por sermos descendentes dos símios, ou talvez por ser mais cômodo aceitarmos convenções, nós também agimos assim.
Até há pouco tempo, era comum a crença de que misturar manga com leite poderia matar. Esta idéia foi criada pelos senhores de escravos para impedirem que os negros roubassem leite. Como a manga era farta e fazia parte da alimentação dos escravos, eles não bebiam o leite com medo de morrerem. O preconceito foi assimilado e difundido e, com isso, ninguém questionava se era verdade, simplesmente agia dessa forma. Afinal:
_ Ora, as coisas sempre foram assim por aqui!
E assim, podemos citar uma série de preconceitos:
Todos judeus, árabes, escoceses e holandeses são avarentos,
Todos portugueses são burros,
Todos orientais são inteligentes (mesmo sendo positivo, trata-se de um preconceito),
Todas as mulheres não sabem dirigir,
Todos os dançarinos são bichas.
E não adianta que se encontrem vários judeus, árabes, escoceses e holandeses mãos-abertas, centenas de portugueses gênios, uma infinidade de orientais com Q.I. baixíssimo, milhares de mulheres que sejam exímias motoristas e uma porção de dançarinos comprovadamente heterossexuais com esposas, filhos e tudo mais; as idéias preconcebidas vão continuar se impondo ainda por muito tempo.
E tudo isso comprova o que disse Albert Einstein:
“É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Lavagem cerebral


Muitas vezes, eu me perguntei por que o povo brasileiro é tão cordeiro e, por isso, tão facilmente dominado e manipulado. O que existe na nossa cultura que faz com que nossa gente tenha tanto medo em fazer prevalecer os seus direitos?
E cheguei à conclusão de que nós sofremos uma lavagem cerebral, desde a mais tenra infância para sermos assim.
Como?
Simples; com as canções de ninar!
Vamos analisar as canções que foram tão utilizadas para nos ninar.
“Nana neném que a Cuca vem pegar...” Ou seja, trata de dormir logo e parar de encher o saco, senão vem aí uma tal de Cuca e leva você.
Ou ainda: “Boi, boi, boi, boi da cara preta, pega essa criança que tem medo de careta”! Viu? Puro terrorismo!
Como a Sociedade Protetora dos Animais pode querer que alguém seja bom com os animais, se cresceu ouvindo uma coisa assim:
“Atirei o pau no gato-to-to. Mas o gato-to-to não morreu-reu-reu. Dona Chica-ca-ca admirou-se-se. Do berrô, do berrô que o gato deu. Miaaau”!
Se a tal da Dona Francisca curtiu o sofrimento do coitado de felino, então imagine a índole do cara que canta:
“Vem cá, Bidu! Vem cá, Bidu! Vem cá, meu bem, vem cá! Não vou lá! Não vou lá, Não vou lá! Tenho medo de apanhar”
O Bidu, seja lá que animal é, já sabe que, se for lá, leva pancadas e o sádico fica chamando o coitadinho de meu bem, só pra atraí-lo!
Quer ver outra ameaça explícita, para que sejamos “bonzinhos” desde crianças?
“Marcha soldado, cabeça de papel! Quem não marchar direito, vai preso pro quartel”. A mensagem subliminar é: ou faz tudo certinho ou se ferra, meu!
Pra mostrar que você é, e sempre será um incompetente, por isso precisa ser comandado, tem essa:
“A canoa virou, quem deixou ela virar? Foi por causa do (nome de alguém) que não soube remar”.
E para que nós nos preparássemos para o que seria o sistema publico de Saúde nos dias de hoje, tinha essa:
“Samba-lelê tá doente. Tá com a cabeça inchada. Samba-lelê precisava. É de umas boas palmadas”. Pô, quem está com doente e com a cabeça inchada precisa é de cuidados e não de palmadas! Mas como podemos acompanhar, são, exatamente, palmadas que recebe a maioria que procura socorro na Saúde Pública.
Também tem aquela que já nos preparava para aceitar as diferenças sociais, sem revolta:
“Eu sou pobre, pobre, pobre, De marré, marré, marré. Eu sou pobre, pobre, pobre, De marré de si. Eu sou rica, rica, rica, De marré, marré, marré. Eu sou rica, rica, rica, De marré de si”.
Enfim, está explicado porque já crescemos aceitando tudo e acreditando que se é assim é porque tem que ser assim. Passamos toda a infância sofrendo uma lavagem cerebral que nos induziu a acreditar nisso, como verdadeiros “escravos de Jô que jogavam caxangá”, seja lá o que for essa porra de caxangá!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dando asas à imaginação


Você se lembra que, há uns quatro anos, até o Chapolin e o Chaves foram acusados de terem ligação com o narcotráfico?
Se você não se lembra, eu explico.
Fernando Rodriguez Mondragón, filho do ex-líder do cartel de Cali, Gilberto Rodriguez Orejuela, em 2007, lançou um livro chamado “El hijo del ajedrecista” (O filho do Enxadrista), onde afirmava que Roberto Gómez Bolaños, criador do Chaves e do Chapolin, teria tido ligações com o seu pai.
É claro que, na época, Bolaños soltou nota desmentindo tudo.
Mas, ao me lembrar disso, não pude impedir que minha imaginação voasse.
Se Chaves e Chapolin, personagens infantis, teriam ligação com o narcotráfico, outros também poderiam estar envolvidos!
Então já começo a desconfiar daquele tal “pó mágico” da fadinha Sininho, que fazias as pessoas “voarem”!
Aquele Coelho Maluco, de Alice no País das Maravilhas, eu acho que exagerava nas doses, por isso estava sempre agitado daquele jeito, correndo de um lado para outro!
E o Dunga dos sete anões? Tinha aqueles olhos estatelados não era à-toa!
O Feliz, então, nem precisa dizer, né? Estava sempre bem, curtindo numa “nice”!
O Zangado, eu já acho que era crise de abstinência.
E quanto aos outros anões, eu penso que não ficavam atrás, porque trabalham numa mina que já tinha diamantes lapidados! Tem que estar muito louco pra ver aquilo!
O sono da Bela Adormecida, eu posso até acreditar que era, na realidade, um coma profundo ocasionado por uma overdose!
E na história do Dumbo?
Eu acredito que todos os personagens eram chegados na “coisa”, porque pra conseguir ver um elefante voar tem que estar muito “doidão”!
Aquela imensa fortuna do Tio Patinhas até hoje ninguém explicou direitinho! De onde veio?
Ali tem, ô se tem! Acho que ele era o chefão do tráfico!
Não quero ser exagerado na minha imaginação, mas para acreditar que uma abóbora pode se transformar em uma maravilhosa carruagem e ratinhos em lindos cavalos brancos, a Cinderela deve ter usado coisa muito “pesada”.
E o efeito tinha hora marcada pra se acabar: meia-noite!
E aquele garoto chamado João? Aquele que trocou a vaquinha por alguns grãos de feijão?
Pô (eu disse pô e não pó), mesmo um desconhecido tendo garantindo que eram feijões mágicos, o João tinha que estar “mucho loco” pra aceitar a troca!
Pois é, se o Chaves e o Chapolin, realmente estiveram envolvidos com o mundo das drogas dá pra acreditar em tudo.
Mas acho bom eu parar por aqui, senão a imaginação do leitor também começa a voar e pode achar que, pra conseguir imaginar tudo isso, eu também não sou lá muito confiável, né?

Jesus com jeitinho brasileiro


Então, eu fiquei imaginando como seria se Jesus tivesse sido brasileiro.
Influenciado pelos usos e costumes de nosso povo algumas coisas teriam sido diferentes, não é?
Por exemplo, Jesus não teria doze apóstolos, mas, pelo menos uns quarenta. Mas, não seriam chamados de apóstolos e sim de assessores. E também, com certeza, entre eles teriam alguns parentes de Maria Madalena, algum sobrinho de Lázaro ou um filho de José de Arimatéia.
Quando fosse perguntado sobre a moeda que tinha a esfinge de César, Ele também diria:
_ Daí a César o que é de César!
Mas, logo em seguida, um dos assessores aproveitaria um momento de distração do Mestre para dizer:
_ Porém, não esqueça nossos 20%, tá?
Na passagem da mulher adultera, quando Jesus dissesse “quem estiver livre de pecado que atire a primeira pedra”, uma enorme acertaria a cabeça da coitada tendo, sido lançada por um petista fanático, porque parece que eles realmente ainda acreditam nisso!
Os milagres teriam acontecido em muito maior número, porque, sendo Ele de um país onde um simples cidadão já faz um milagre por dia para poder sobreviver, imagine então o Mestre!
E falando em milagres, assim que Jesus realizasse o da multiplicação dos peixes, já viria alguém do Greenpeace ou de outra organização semelhante para ver se não eram peixes transgênicos e tentar proibir o seu consumo. Sem contar o IBAMA que exigiria que Jesus mostrasse sua licença de pesca.
Nem posso imaginar o que aconteceria se fosse à época da piracema.
Assim que transformasse água em vinho, alguns donos de postos procurariam por Ele, perguntado se Jesus poderia transformar água em álcool hidratado em 100%, porque numa proporção de 50%, eles mesmos já seriam capazes.
Na ceia, não teríamos pão e vinho, mas picanha e cerveja. E ela seria realizada em alguma chácara com piscina.
Outra coisa que seria diferente: o julgamento.
Não seria sumário como foi, com um Pilatos lavando as mãos. Demoraria anos e anos, passando de instância a instância, com muitos Pilatos “molhando” as mãos.
A crucificação não aconteceria numa Sexta-Feira Santa, porque, sendo feriado, ninguém trabalharia naquele dia. E quando ela acontecesse, teríamos apenas uma cruz sobre o monte, porque os verdadeiros ladrões no Brasil nunca são condenados.
A Globo teria exclusividade na transmissão do evento, com narração de Galvão Bueno e comentários do convidado especial, Padre Marcelo Rossi.
Você pode até estar achando que isso é uma heresia e, então, eu pergunto: Existe heresia maior do que a afirmação de que Deus é brasileiro, sendo o nosso país injusto como é?

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Palavras não caem do céu


Várias vezes já me perguntaram sobre como se desenvolve o processo criativo, quando preciso escrever um texto, ou me proponho a compor uma música.
Eu poderia responder de forma convencional, ou poética e dizer que aproveito um momento de inspiração.
Tenho certeza que a maioria dos perguntadores se daria por satisfeita.
Mas, na verdade, não é isso que acontece. Pelo contrário, na maioria das vezes eu faço isso em momentos de grande transpiração, principalmente quando o trabalho precisa ser feito e tem prazo para ser entregue.
Por exemplo, por que escolhi este tema para este texto?
Exatamente porque sentei-me frente ao computador e não tinha a menor idéia (ou inspiração) para nada que valesse a pena.
Mas, enquanto digitava as primeiras palavras e elas formavam frases no meu monitor, lembrei-me de Johann Guttenberg, considerado como o pai da imprensa.
O interessante é que a arte da impressão nasceu em seu zênite (o ponto mais elevado que se pode atingir), pois o primeiro livro impresso, a Bíblia de Guttenberg, é considerado o mais belo já produzido. Foram impressos 300 exemplares, com quase 1.300 páginas, com 42 linhas em latim em cada página e está, até hoje, entre os livros mais valiosos do mundo.
Para se ter uma idéia, em 1970, um exemplar dessa famosa Bíblia foi vendido por 2,5 milhões de dólares. E o que pouca gente sabe é que Guttenberg criou o mais belo e famoso livro do mundo, mas não chegou a publicá-lo. O alemão havia se endividado muito para realizar seu trabalho e estava sendo processado. Perdeu a causa e foi obrigado a entregar suas ferramentas e suas prensas, tendo assim que renunciar à honra de publicar a mais bela obra impressa em todos os tempos.
Hoje, existem apenas 48 exemplares. Este número inclui dois que estavam na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial e que estão desaparecidas, mas que, no entanto, os bibliófilos acreditam que elas estejam a salvo.
Bem, até aqui eu consegui escrever 329 palavras, mas para que este artigo esteja completo eu preciso escrever entre 450 e 500 palavras.
Com esta explicação eu já cheguei a 353 palavras. Isso significa que terei que arrumar algum gancho para abordar um tema, relativamente ligado ao inicial, para atingir meu objetivo.
E como estamos falando de escrever e de livros, lembrei-me que o Pi, a razão entre a circunferência de um círculo e seu diâmetro, foi calculado por um computador, em 1970, em até um milhão de decimais pelos matemáticos franceses Jean Guilloud e Martine Bouyer. O valor foi publicado em um livro de 400 páginas que é, sem dúvida, muito importante, mas que pode ser considerado como o livro mais aborrecido do mundo.
E por que eu inclui esse tal Pi na nossa conversa?
Porque, se você considerar que o tema que resolvi abordar hoje é um pouco chato, lembre-se que poderia ser muito pior: você poderia ter que ler as 400 páginas do livro Pi.
Enfim, com esse papo todo, consegui, até agora, 499 palavras e posso terminar.
Como você pode ver, se eu fosse esperar a tal da inspiração para redigir um texto, minha produtividade seria menor, meu ganho idem e meus credores não entenderiam nunca.